Reflexão do dia 30 de agosto
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Como os médicos veem A.A.

Desde o apoio inicial do Dr. Silkworth aos Alcoólicos Anônimos, médicos e associações médicas de todo o mundo nos têm concedido sua aprovação. Apresentamos em seguida excertos de comentários feitos por médicos pre-sentes à conferência anual (1944) da Associação Médica do Estado de New York, onde foi lida uma tese sobre o AA:

Dr. Foster Kennedy, neurologista:

"Esta organização dos Alcoólicos Anônimos apela para duas das maiores re-servas de força conhecidas pelo homem a religião, e esse instinto de ligação com os semelhantes ( ... ), o "instinto gregário". Creio que nossa classe deve tomar conhecimento e apreciar essa grande arma terapêutica. Se assim não fizermos, seremos culpados de esterilidade emocional e condenados por ter perdido a fé que move montanhas, sem a qual pouco a medicina pode fazer".

Dr. G. Kirby CoIlier, psiquiatra:

"Senti que o AA é um grupo que vive independentemente e que obtém os me-lhores resultados seguindo sua própria orientação, em conseqüência da filoso-fia que adota. Qualquer conduta terapêutica ou filosófica que demonstre um índice de recuperação de 50 a 60 por cento deve merecer nossa consideração".

Dr. Harry M. Tiebout, psiquiatra:

"Na qualidade de psiquiatra, meditei muito a respeito das relações de minha especialidade com o AA, tendo chegado a conclusão de que nossa função específica pode muitas vezes consistir em preparar o caminho para que o paciente aceite qualquer espécie de tratamento ou ajuda externa. Para mim, agora, a tarefa que cabe ao psiquiatra é a de romper as resistências internas do paciente, de forma que aquilo que está dentro dele se desenvolva como acontece quando está sob a ação do programa de A.A"

Falando pela rede de emissoras de NRC em 1946, sob os auspícios da Asso-ciação Médica Americana, declarou o Dr. W. W. Bauer:

"Os Alcoólicos Anônimos não são missionários; nem uma associação antialco-ólica. Eles sabem que jamais devem beber. Ajudam outros que tenham proble-mas semelhantes. ( ... ) Nesse ambiente, o alcoólico muitas vezes vence sua excessiva concentração em si mesmo. Aprendendo a depender de uma força superior e a ficar absorvido pelo trabalho com os outros alcoólicos, ele perma-nece sóbrio, dia após dia. Os dias se transformam em semanas, as semanas em meses e anos".

Fazendo referência a seus contatos com o A.A., disse o Dr. John F. Stouffer, psiquiatra chefe do Hospital Geral de Filadélfia:

"Os alcoólicos que recebemos aqui no Geral de Filadélfia são, na maioria, aque-les que não têm recursos para um tratamento particular, sendo o AA. de longe o melhor que temos podido oferecer-lhes. Mesmo entre os raros que aqui aca-bam vindo de novo, observamos uma profunda modificação em suas personali-dades. Mal se pode reconhecê-los".

A Associação Americana de Psiquiatria solicitou, em 1949, que um dos antigos membros de Alcoólicos Anônimos preparasse uma tese para ser lida em sua conferência daquele ano.

Foi atendida a solicitação, tendo a tese sido publicada pelo AMERICAN JOUR-NAL OF PSYCHIATRY, em novembro de 1949.

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